A INFANTA CAPELISTA

A INFANTA CAPELISTA.Camillo castello branco.ed.porto.typographia de antónio josé da silva teixeira 1872.in8. 128 pags.br.

Reimpressão fac-similada de uma das peças mais raras da bibliografia camiliana. Publicada originalmente em 1872, “A Infanta Capellista” é vista por muitos biógrafos como um romance de vingança por Camilo ver rejeitadas as suas aspirações a um título nobiliárquico. Sabemos que o romancista estava a escrever o dito romance onde parodiava com a Família Real, que “deve ser pendurado nos in-fólios genealógicos da Casa de Bragança, que Deus guarde, e não nos esperdice a nós” (carta a Castilho), desde Novembro de 1871. 0 romance chega ao prelo, mas, instigado por uma visita do Imperador D. Pedro II, provavelmente prometendo-lhe o tão ambicionado tí- tulo, Camilo manda suspender a impressão e destruir o que até aí fora impresso. A sucessão de acontecimentos vividos pelas folhas impressas da Infanta são hoje uma curiosa e muito interessante história de bibliofilia, também ela sentida pelos camilianistas como uma pitada de sal na intricada novela de que um escrito é protagonista. Da Salsicharia Francesa foram saindo várias folhas para embrulhar os mais diversos artigos à venda no estabelecimento. Por mero acaso, chegou uma folha com frontispício a António Joaquim Rebelo. E o que se passou a seguir conta-nos Dias da Costa: «Surpreendido, foi Rebelo à mercearia e adquiriu toda a papelada. Procurou completar os exemplares e alguma coisa conseguiu; divergem, porém as informações quanto ao número. Henrique Marques fala em meia dúzia. O mesmo diz Sequeira. Na 3.2 ed. do Carrasco (1916) dizem os editores que Rebelo apenas conseguiu um exemplar completo de 128 páginas, mandando depois reimprimir a 5.2 folha (págs. 65 a 80), arranjando assim uns doze exemplares. Manuel dos Santos (Revista Bibliográfica Camiliana, 1, pág. 239) informa que em 1915 apareceram à venda em dois alfarrabistas do Porto, uns oito exemplares com a 5..4 folha reimpressa. Em 1913, num leilão, em Lisboa, vendeu-se um exemplar autêntico, isto é, com aquela folha da primitiva impressão. Como se vê, não é possível, com o que aí fica, saber ao certo o número de exemplares; sabe-se, e já não é pouco, que são raríssimos.». Mais tarde publicaram-se duas edições fac-similadas, a presente e outra no Porto, ambas de tiragens reduzidas

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Ref. 2074
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